domingo, 29 de abril de 2012


Joana Dark presta depoimento na 14ª delegacia de Guarulhos. São Paulo.
A  empresária  depôs sobre o encontro de um cadáver na porta de seu apartamento, no último sábado (21).

Interrogatório

Comparece a esta 14ª. Delegacia de Polícia do município de Guarulhos a Senhora JOANA DARK SILVA, brasileira, empresária, moradora da Rua Clovis Fernandes, 0001, apartamento 12, no Jardim Adriana, nesta cidade de Guarulhos, que após a sua qualificação passou a responder as questões formuladas pela autoridade condutora, Dr. José da Silva e por mim, escrivão do feito, Carlos Francisco. Após a leitura dos dados constantes nos documentos em posse dessa Delegacia, deu-se inicio aos trabalhos: À interrogada foi perguntado se ela se recordava dos fatos ocorridos naquela data. Respondeu que na data em questão, por volta das 8:30 horas da manhã, quando saiu do seu apartamento para levar o lixo, se deparou com um homem caído junto a sua porta; Que diante do seu desespero outros vizinhos saíram de casa e depois de examinarem o corpo chegaram à conclusão de que o homem estava morto; Que com a ajuda dos vizinhos chamou a polícia; Que depois de alguns minutos chegou ali uma viatura da Policia Militar; Que o policial Zafir examinou o cadáver e confirmou a morte; Que o policial disse que ela e os vizinhos deveriam voltar para dentro de casa, pois ele pediria o comparecimento ali da Policia Cientifica, que iria fazer a perícia no corpo e no local para depois, então, chamar o carro de cadáver para retirá-lo dali; Enquanto esperavam, o policial Zafir coletou os dados da interrogada e de alguns vizinhos, segundo ele para elaboração do Boletim de Ocorrência, avisando-a, inclusive, que ela deveria acompanhá-lo até a Delegacia para as devidas providências; Que foi perguntada à interrogada se ela conhecia o homem, ao que ela respondeu que nem ela e nem os vizinhos conheciam aquela pessoa até aquele dia; Que também foi perguntado a ela se mais alguém morava no apartamento: Que ela respondeu que morava sozinha há vários anos; Que foi perguntado à interrogada se ela ouviu algum barulho ou se percebeu algo fora do comum na noite anterior ou em algum momento daquela manhã; Que a interrogada afirmou com certeza não ter ouvido nada e nem percebido nada de anormal na porta de seu apartamento naquela data; Também foi perguntado à interrogada como funciona o sistema de segurança do prédio; se tem porteiro; se existe circuito interno de câmeras no elevador ou nos corredores; Que a interrogada respondeu que no prédio não existe porteiro, sendo que a entrada de visitantes e autorizada pelos próprios moradores através do acionamento do porteiro eletrônico que funciona junto ao interfone; Que o único funcionário do condomínio é o faxineiro, que trabalha entre as 9:00 e as 19:00 horas, de segunda a sexta feira; Que o lixo é levado, pelos próprios moradores, até a lixeira existente no térreo, junto à rua; Que no prédio não existem câmeras, ou qualquer outro tipo de equipamento de segurança; Que foi perguntado à interrogada se ela conhecia os outros vizinhos de seu andar, ao que ela respondeu conhecê-los bem, pois como se trata de edifício pequeno, com poucos moradores, todos se conhecem, não tendo nada a falar de mal sobre eles; Que também foi perguntado à interrogada sobre a ocorrência de outros problemas ali no prédio, ao que a interrogada respondeu não ter notícias; Que nada mais acrescentou e nem lhe foi perguntado. Que encerro este termo, que impresso em três vias, vai assinado por mim, que o digitei, pela autoridade que o conduziu e pela interrogada, após ler e confirmar o que ali vai escrito.       
                                                                  
                                                                                                       Guarulhos, __de ___de___.
   

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Autoridade Policial                                                                                        Escrivão de Polícia


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Interrogada – Joana Dark da Silva



Publicado
Marlene Alves de Souza Silva

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