Joana
Dark presta depoimento na 14ª delegacia de Guarulhos. São Paulo.
A empresária
depôs sobre o encontro de um cadáver na porta de seu apartamento, no último
sábado (21).
Interrogatório
Comparece
a esta 14ª. Delegacia de Polícia do município de Guarulhos a Senhora JOANA DARK
SILVA, brasileira, empresária, moradora da Rua Clovis Fernandes, 0001,
apartamento 12, no Jardim Adriana, nesta cidade de Guarulhos, que após a sua
qualificação passou a responder as questões formuladas pela autoridade
condutora, Dr. José da Silva e por mim, escrivão do feito, Carlos Francisco.
Após a leitura dos dados constantes nos documentos em posse dessa Delegacia,
deu-se inicio aos trabalhos: À interrogada foi perguntado se ela se recordava dos
fatos ocorridos naquela data. Respondeu que na data em questão, por volta das
8:30 horas da manhã, quando saiu do seu apartamento para levar o lixo, se
deparou com um homem caído junto a sua porta; Que diante do seu desespero
outros vizinhos saíram de casa e depois de examinarem o corpo chegaram à
conclusão de que o homem estava morto; Que com a ajuda dos vizinhos chamou a
polícia; Que depois de alguns minutos chegou ali uma viatura da Policia
Militar; Que o policial Zafir examinou o cadáver e confirmou a morte; Que o
policial disse que ela e os vizinhos deveriam voltar para dentro de casa, pois
ele pediria o comparecimento ali da Policia Cientifica, que iria fazer a
perícia no corpo e no local para depois, então, chamar o carro de cadáver para
retirá-lo dali; Enquanto esperavam, o policial Zafir coletou os dados da
interrogada e de alguns vizinhos, segundo ele para elaboração do Boletim de
Ocorrência, avisando-a, inclusive, que ela deveria acompanhá-lo até a Delegacia
para as devidas providências; Que foi perguntada à interrogada se ela conhecia
o homem, ao que ela respondeu que nem ela e nem os vizinhos conheciam aquela
pessoa até aquele dia; Que também foi perguntado a ela se mais alguém morava no
apartamento: Que ela respondeu que morava sozinha há vários anos; Que foi
perguntado à interrogada se ela ouviu algum barulho ou se percebeu algo fora do
comum na noite anterior ou em algum momento daquela manhã; Que a interrogada
afirmou com certeza não ter ouvido nada e nem percebido nada de anormal na
porta de seu apartamento naquela data; Também foi perguntado à interrogada como
funciona o sistema de segurança do prédio; se tem porteiro; se existe circuito
interno de câmeras no elevador ou nos corredores; Que a interrogada respondeu
que no prédio não existe porteiro, sendo que a entrada de visitantes e
autorizada pelos próprios moradores através do acionamento do porteiro
eletrônico que funciona junto ao interfone; Que o único funcionário do
condomínio é o faxineiro, que trabalha entre as 9:00 e as 19:00 horas, de
segunda a sexta feira; Que o lixo é levado, pelos próprios moradores, até a
lixeira existente no térreo, junto à rua; Que no prédio não existem câmeras, ou
qualquer outro tipo de equipamento de segurança; Que foi perguntado à
interrogada se ela conhecia os outros vizinhos de seu andar, ao que ela
respondeu conhecê-los bem, pois como se trata de edifício pequeno, com poucos
moradores, todos se conhecem, não tendo nada a falar de mal sobre eles; Que
também foi perguntado à interrogada sobre a ocorrência de outros problemas ali
no prédio, ao que a interrogada respondeu não ter notícias; Que nada mais
acrescentou e nem lhe foi perguntado. Que encerro este termo, que impresso em
três vias, vai assinado por mim, que o digitei, pela autoridade que o conduziu
e pela interrogada, após ler e confirmar o que ali vai escrito.
Guarulhos, __de ___de___.
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Autoridade Policial Escrivão
de Polícia
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Interrogada – Joana Dark da Silva
Publicado
Marlene Alves de Souza Silva
